quinta-feira, 9 de junho de 2011

LILICA, ME CUIDA...



Costumo dizer que os animais são amigos de verdade e jamais aceitei o termo “irracional” para classificá-los.
Ontem cheguei em casa com uma bruta dor de cabeça, acho que por causa da postura física durante o trabalho, passo o dia curvada sobre a prancheta ou diante do computador e isso me deixa constantemente com dores na cabeça ou costas.
Para aliviar, amigos me aconselharam exercícios específicos e evitar muitas horas nessa posição, mas como evitar se o ofício exige?
Bem, voltando aos animais... Ao chegar em casa só queria deitar e dormir, tomei um banho bem quentinho e me joguei na cama a espera do tão desejado sono, mas ele não vinha de jeito nenhum, ainda mais com as dores que pareciam aumentar.
Minha gatinha Lilica parecia ter percebido alguma coisa diferente e se postou no chão ao lado da cama e começou a miar, miava diferente do normal como se estivesse me chamando. Lembrei que não havia falado com ela e que talvez ela estivesse me cobrando um “boa noite” pelo menos... E era, era exatamente isso que ela estava reclamando, era essa atitude que ela cobrava, aí eu levantei e comecei a andar pela casa com ela me seguindo, ora a pegava no colo, ora ela vinha pelo chão, mas caminhando sempre juntas, eu estava quase tonta com o curto percurso e o vai e vem contínuo, ela em nenhum momento parou para pensar na gaiatice de ficar pra lá e pra cá, aquilo parecia fazer bem a nós duas e sem perceber, eu estava fazendo ao mesmo tempo o tal exercício que precisava e a liberação do pensamento daquilo que antes parecia apertar meu cérebro. Eu estava simplesmente atendendo ao pedido e seguindo as orientações da minha gatinha, que não deixou por menos quando foi ao meu quarto me chamar em tom reclamatório.
No final eu já corria atrás dela, ela se escondia embaixo dos móveis e eu a procurava como uma criança brincando de esconde-esconde...
E a horrorosa dor de cabeça? Sei lá, acho que se perdeu no vai e vem da nossa caminhada. 
Já percebi algumas vezes o sentido a mais que tem os animais, o poder de percepção e a virtude de empenhar-se para atender nossas solicitações ou necessidades, já percebi isso em todos os animais que já tive desde criança. Por isso atribuo a Lilica a melhora daquele dia, onde ela percebeu, me chamou e se prontificou a me acompanhar ou ajudar a superar o dor que me atormentava.
Obrigado Lilica... Te amo!

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